A Epistemologia do Professor na Era Da Reprodutibilidade Generativa: Apontamentos Teóricos Sobre Prática Docente, Ensino de Administração e Inteligência Artificial
DOI:
https://doi.org/10.13058/raep.2026.v27n1.2705Palavras-chave:
Ensino de Administração, Reprodutibilidade Generativa, Epistemologia do Professor, Inteligência Artificial Generativa, Devires Humanos ArtificiaisResumo
A vida contemporânea assiste à ascensão da inteligência artificial (IA) enquanto padrão tecnológico, transformando práticas de trabalho e estruturas produtivas. Deste processo, emergem dois fluxos discursivos: um, de viés equilibrado, vê na inteligência artificial generativa (IAG) uma ferramenta de melhoria da produtividade humana; e outro, ancorado em uma perspectiva histórico-social, que antecipa cenários opostos, em que seres humanos perdem capacidade cognitiva e organização política no longo prazo. Mas quais os efeitos destas perspectivas no campo da docência do ensino superior? Especificamente no ensino de administração, para onde as experiências que já habitam a realidade imediata parecem apontar? Este ensaio teórico se propõe a construir reflexões sobre os efeitos da reprodutibilidade generativa e devires humanos artificiais na educação, além de apontamentos e aprofundamento crítico do papel da IAG na atividade da docência na Administração. Para isso, se inspira multidisciplinar e metaforicamente no trabalho de Walter Benjamin, “A obra de Arte na era da sua reprodutibilidade técnica", e recupera o conceito de “epistemologia do professor”, de Fernando Becker, para propor o modelo conceitual “Efeitos de Reprodutibilidade e Deslocamento da IAG na Epistemologia do Professor".
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